• Luís Henrique Cintra

Você quer um miliciano lhe cobrando em quem votou?

A constituição de 1891(República Velha) prévia o voto aberto, ou seja, o eleitor falava alto, e, em bom tom, quem seria seu candidato na hora da votação. Isso favorecia os candidatos apoiados por latifundiários, proprietários de terras onde muitos brasileiros habitavam.


No entanto, o voto de cabresto foi abolido desde a implementação do Código Eleitoral Brasil em 1932 durante o governo provisório de Getúlio Vargas. Parte importante da velha República foi enterrada com tal atitude. Hoje o artigo 14 da CF indica que o voto é livre e secreto e igual para todos.

Imagine, agora, você votando e levando um papel para casa exibindo em quem votou. O sigilo que antes lhe protegia agora pode lhe expor, e da mesma forma que acontecia na Velha República a sua liberdade de escolha tornar-se-ia ceifada por algum cabo eleitoral, líder comunitário, traficante ou miliciano que exigiria vossa fidelidade.

Utilizando um argumento pífio de auditoria dos votos, o Presidente Jair Bolsonaro e um grupo de Deputados tentam implantar a medida acima descrita como forma de ressuscitar o voto de cabresto para recriação de currais eleitorais, mas, agora digitalmente controlados.

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